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PH Avani Stein
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Novembro é outro. Na esperança de sê-lo, coincidentemente aqui na folha em que escrevo é 1º de maio. E as energias vitais rondam por aí, no trabalho, na labuta da lapidação diária, nessa estranha força de querer. Menos abstrata ou genérica, então, agora repousarei minhas armas inúteis. Vou me harmonizar com a natureza, confiar na semeadura, plantar as idéias, os ideais, em solo terreno. Tudo bem, deixa as quedas na memória sem mágoa.
Adelante, cariño, porque cambia, todo cambia (...). Na segunda noite, a atmosfera noturna cambia. Hay pájaros, periquitos e outros, um rádio distante, o amanhecer refletido na parede azul de uma nova janela. Daqui se reconhecem sons, quisemos, queríamos fugir do ruído e cá estamos. Escuta-se, escutamos. Escuto teu sono desmaiado sobre a cama, imagino a entrega, amo.
Rendo-me, chega de lutas inglórias, indóceis. Basta. Amo-te na pele e na fantasia, confesso o arrepio que me causas. Teus olhos pequenos de cílios desenhados que me atingem fulminantes e aos poucos. Feito a vela aqui defronte, à vela, em navegação. Crisântemos pedem água e tua boca me chama. Começa por aí, no beijar, o intuitivo, o tátil, a oralidade sem alfabeto. O calor preciso na medida do indizível.
Amo simplesmente como desconheço. Nunca antes e sem depois de você. O sino, um anúncio. Anuncio que não mais atiro e, sim, entrego, sem mais fugas, fico contigo.
Palena Duran
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Escrito por porque escrever é preciso às 16h03
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