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É que os dramas têm ritmo próprio

 

Então era fundo e espaçoso. Nada viscoso, mas tampouco límpido. Tudo mudando muito rápido, palavras e fotografias em velocidade para chegar ao mesmo, à comunicação, aos sentimentos, à infância, à juventude, ao amor, à canção de pulsar, diálogos talvez. Também viver a solidão da comunicação. De todas as linguagens visto sombras e fios rompidos. As cartas foram extraviadas no planeta de uma nota só. Vivo de cinema, enquanto alguém estuda cardápios. Lanço pedras num rio qualquer, deito-me com as pernas para o alto. Quem, quando, onde, como? Na parede do quarto - avoar. Uma dose de celebração, por favor. Sei andar pelas calçadas, mas também caminho por ruas, vicinais e trilhas de mato.

 

“Quantas curvas tem um rio? Quantas camadas têm uma nuvem? Alguém poderá varrer as folhas de uma floresta e dizer ao vento para não sacudir mais as árvores? Quantas folhas um bicho-da-seda tem de comer para fazer um vestido com as cores do passado? Quanta chuva deve cair do céu antes de o oceano transbordar de lágrimas? Quantos anos a lua tem de ter antes que envelheça? (...)”.

 

Enquanto a chuva mesma aos ouvidos desatentos, de tanto nos buscar pouco nos encontramos, embora os meios de falar, dizer. É preciso ser criança para encontrar o adulto. Mergulhar no silêncio, ora oco ou na plenitude de sons, preenchido – entre ser, estar, ser para estar – e vice-versa. Saber da flor de lótus, nosso branco, a delicadeza tangível.

 

http://banga.zip.net



Escrito por porque escrever é preciso às 11h00
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