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Senhora esperança

 

Quem sabe amanhã nasce outro dia? Parar um pouco, burlar o código da mesmice. O que teima em se infiltrar sem o menor pudor, vindo de dentro e, ultimamente, bastante de fora. Aquilo que nos ocupa e transforma o olhar; quisera não deixar de sentir a leveza do dia ensolarado, o calor daquele abraço. Procurar pousar sobre a paisagem. Mas a vida não tem sentido, conversávamos no domingo. O sentido é viver e fazê-la, de pouco a pouco, de pouco em muito, de muito a pouco, talvez.

Queria encontrar além da noite a esperança, a esperança com seu largo sorriso, ou mesmo que viesse calada e ensimesmada como dá de acontecer, sentir seu bom dia, escutar seu sussurro: ‘hoje algum pedacinho dos sonhos vai acontecer’. A esperança.

E assim devem começar os novos dias, quando for possível ser mais dono da própria vida, primeiro ela se constrói na imaginação, projeção, depois enquanto realização. Menos à deriva, menos transitando pelo não, não, não. Assim também seriam os novos dias. Garantir a dignidade humana, o essencial para manter a espécie.

A noite chega de mãos dadas com uma brisa fria fina límpida. Dá pra enxergar seu percurso e o colorido volátil das sensações, a dor me deixa azul marinho escuro. Sigo assistindo as pessoas sendo e caminhando, embora menos perceptiva para o mundo de fora. A questão, entre várias, é a aflição no universo da vida. Essas coisas que nos ocupam, abatem, sugam e diminuem. Diminuem nossa presença diante de nós mesmos, da solidão, do amor, amante, amado, rebaixa.

De repente um fio referencial - enquanto gente for infinita, o que é de fato, não dá pra ficar assim. A gente quer o melhor da gente, não quer ir para o buraco e nem levar ninguém conosco. É preciso encontrar um espaço para existir como indivíduo, sem se ver achatado, e disso a chance de harmonia na vida coletiva, em coletivo.

Noite me embala insone. Na zanga com a injustiça que é não ter como, quando, aonde, desespero inominável; so deep, with heart and soul. Gostaria de poder determinar o fim, agora e já, de tudo que nos incapacita, aquilo que anestesia ou imobiliza nossa auto-realização, o acontecer da gente.

 

http://banga.zip.net

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Escrito por porque escrever é preciso às 12h38
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