| |
Morrer sem querer
Era sexta-feira, 12 de janeiro, almoçava com um amigo num restaurante capixaba aqui em Pinheiros, tranqüilos, contentes a conversar sobre a vida numa deliciosa tarde de verão, assim como se o tempo tivesse parado para sentirmos a brisa de janeiro na alma. De repente apita o celular dele anunciando uma mensagem escrita, quase enigmática, mais ou menos assim: ‘Você está em pinheiros? Se estiver, não passe pela Marginal porque se abriu uma enorme cratera nas obras do metrô, tudo à volta está sendo engolido; caminhões, carros, um caos’. Olhamo-nos intrigados, imaginando que tragédia seria aquela, aonde, em qual dos pontos em construção? O garçom nos contou algo, mas foi difícil visualizar.
Quando vim pra casa, liguei o computador e pude ver algumas imagens do rombo e a exata localização. Exatamente na rua Capri, onde foi minha segunda casa, bem na rua onde ficava o Colégio Equipe, e também onde vive o Duda, dono do restaurante nordestino em frente ao ‘meu’ prédio – O Cangaceiro. Pensei nele, sua família, a mulher e o filho de 1 ano e 3 meses, como estariam? Ao longo do dia chegaram mais notícias, um desses microônibus havia sido tragado, levando motorista, cobrador e os passageiros. Como a cratera se abrira de repente, também pedestres e pessoas que saíam ou chegavam às suas casas sumiram, simplesmente desapareceram no buraco de 30 metros de profundidade. Dizem ser o equivalente a um prédio de 10 andares. Deuses desta vida, que loucura, o que pensar primeiro?
leia a continuação em http://www.geracaobooks.com.br/colunistas/colunista.php?id=197
Escrito por porque escrever é preciso às 18h34
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|