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Tudo que podíamos Ser 03-06-2006
Teria sido um domingo comum de descanso, pós-sábado agitado de festa, não fosse a consciência da capacidade de interferir nos rumos do dia. Hoje foi assim, surpreendi-me comigo ao fazer o que há tempos não cumpria, e tão calma e naturalmente, como terminar o cachecol de tricô que comecei há tantos anos atrás. Como a história da colcha de retalhos de um romance que agora não lembro o nome, no qual a personagem desmanchava e reiniciava a costura ininterruptamente. E nunca terminava. Como o fluxo da vida, da aventura humana na Terra, enquanto alguns morrem outros nascem, sucessivamente. História e Mitologia. O mundo não acabou, não caiu um cometa, passou o pânico do ano 1000, 2000, nem a terra está tão quente que ainda não possa respirar e viver. Embora viver continue tão dolorido quanto prazeroso.
o texto continua no http://www.geracaobooks.com.br/colunistas/colunista.php?id=133
Escrito por porque escrever é preciso às 19h07
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Sabe, estamos a aprender amor e dormir juntos. Porque sorrio com tua boca na minha e me vens nessa intensidade chego a temer perder tua poesia no próximo encontro. Também dia e dias acontecem a contar os anos de como talvez tinha me esquecido da delicadeza, crendo nos espinhos de vidas passadas. Agora não tenho tantas rosas murchas e as noites recebem estrelas suavemente & corações ocupados despertam sem sobressaltos às madrugadas, quando inventamos a natureza de nossos desejos. E mais que lábios, sorriem deusas à nossa volta. Já sem se revirarem por inúteis incêndios, a beberem néctar com Miles Davis, who knows. E se houve dias difusos, abandonados, de planetas regentes a cruzar por desgovernadas almas desapaixonadas, não mais agora nesse enquanto. Nossa aldeia nos abençoou e em teus braços remo por pequenos sonhos que descansam sobre teu peito. Nessas horas até esqueço sonos de dormir, ao saber-te acordado em meu pedaço não mais emprestado.
año 2004
Escrito por porque escrever é preciso às 23h33
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